Raio de luz, clarão no céu
É ventania que vem lá
A noite inteira vento vem e vai
Rodopiando a bailar
Com a espada erguida ao luar surge a guerreira
É Iansã varrendo os males
É Iansã, ó Mãe, valei-me!
Levai nesse vento os nossos tormentos, levai minha dor
E quando cessar a tempestade
E eu vislumbrar novo amanhã
Dispara em meu peito um brado:
Eparrei! Ó Mãe Iansã!
Põe no tacho o azeite pra ferver de Oyá
Põe nele o tempero desse acarajé
Que é força e coragem pra seguir viagem
Filhos que têm fé
Põe no tacho o azeite